domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Nelson Mandela
sábado, 6 de Fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
o que fazemos pelos amigos
- Diz-me que sou lindo. Estou a precisar de mimo...
- És liiiindo!
(Um homem, que passava em frente, desmanchou-se a rir. E eu também.)
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
sábado, 30 de Janeiro de 2010
um dia perdi-me em frente ao mar

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
nunca voltes ao lugar onde já foste feliz
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
domingo, 24 de Janeiro de 2010
naquela varanda

terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
fiz-te um poema, menino triste
sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
2009

domingo, 27 de Dezembro de 2009
terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Quando leio um blogue pela primeira vez, se gosto, volto. Como é evidente, se não me identifico com o que por lá se escreve, simplesmente não vou lá. Não ando a escrever comentários negativos, a mandar e-mails a pôr em causa o autor do blogue, nem preciso da blogosfera para conhecer pessoas.
Ao que parece, há quem ainda não tenha entendido que este blogue é meu e que, por isso, publico nele o que bem entender desde que respeite, obviamente, os direitos de autor e não ofenda ou invada a privacidade de ninguém. O que escrevo pode ser resultado da minha (ou outra) experiência de vida, ou apenas fruto da minha imaginação ou até, quem sabe, de alguns resquícios esquizofrénicos (não se preocupem, tenho as psicoterapias todas feitas e nunca me esqueço da medicação). Não pretendo agradar, inspirar simpatias, receber elogios ou prémios, nem pertencer a grupos ou categorias.
Quero aqui manifestar o meu reconhecimento a todas as pessoas que me lêem e sempre me respeitaram, independentemente de concordarem ou não com o que escrevo. Muito obrigada.
segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
medo da tristeza

domingo, 20 de Dezembro de 2009
eu prometo que não acredito

Diz-me que voltas. Que me tens dentro de ti desde aquele dia. Aquela noite. Diz-me que sim, que te lembras de mim, que sentes a minha falta, que me pões em tudo o que fazes. Diz-me que te sentes vazio desde que me perdeste, que te falta o ar, o sangue nas veias, que nada faz sentido. Diz-me que não te enganaste, que (me) queres, que sofres por não me teres. Diz-me que sabes o que sou e o que quero, que tens a certeza que te trago dentro de mim mesmo antes de ti. Podes mentir-me, enganar-me, brincar com as palavras, usar o teu sarcasmo, podes inventar tudo o que quiseres. Mas diz-me. Só hoje. Eu prometo que não acredito em nada.
sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
trago-te comigo

Não sei dizer quando. Não sei explicar como. Não bateste à porta nem pediste para entrar. Não avisaste nem deste sinal de alarme. Não te importaste com o meu deserto, nem tiveste medo de te perder no meu vazio. Não escolheste as palavras, os gestos, as ausências, os (teus) gritos silenciosos. Não sei como (me) foste abrindo janelas em muralhas e portas em muros tão sólidos. Não sei como construíste uma ponte num chão de areia. Não sei como inventaste um brilho novo nos meus olhos e desenhaste sorrisos em mim. Não sei se és um rio que corre para o meu mar, se uma tempestade de areia que me limpa de mim. Não sei quem és dentro dos meus sonhos. Não sei quem és dentro de mim. Sei que te trago comigo.
domingo, 13 de Dezembro de 2009
Piaf
Édith Giovanna Gassion, mais conhecida como Édith Piaf, nasceu em Paris em 1915 e morreu em Grasse em Outubro de 1963. Numa tournée em Nova Iorque, em 1948, conhece o pugilista francês Marcel Cerdan, com quem inicia um tórrido romance. Cerdan vivia em Marrocos e morreu num acidente de aviação em 1949 num voo de Paris para Nova Iorque, onde a iria reencontrar. Arrasada pelo sofrimento, Édith Piaf toma fortes doses de morfina. O seu grande sucesso "Mon Dieu", foi cantado por Édith em sua memória. Marcel Cerdan é tido como o grande amor da sua vida.
Mon Dieu! Mon Dieu! Mon Dieu!
Laissez-le-moi
Encore un peu
Mon amoureux!
Un jour, deux jours, huit jours...
Laissez-le-moi
Encore un peu
À moi...
Le temps de s`adorer
De se le dire
Le temps de se fabriquer
Des souvenirs.
Mon Dieu! Oh oui... mon Dieu!
Laissez-le-moi
Remplir un peu
Ma vie...
Mon Dieu! Mon Dieu! Mon Dieu!
Laissez-le-moi
Encore un peu
Mon amoureux
Six mois, trois mois, deux mois...
Laissez-le-moi
Pour seulement
Un mois...
Le temps de commencer
Ou de finir
Le temps d`illuminer
Ou de souffrir
Mon Dieu! Mon Dieu! Mon Dieu!
Même si j`ai tort
Laissez-le-moi
Un peu...
Même si j`ai tort
Laissez-le-moi
Encore...
sábado, 12 de Dezembro de 2009
pessoas que ficam em nós
de um amigo
the woman's voice
O único artista brasileiro com uma voz que já foi apontada como a mais alta entre os contratenores da actualidade, foge às amarras dos géneros e oferece um cocktail de ópera, gospel, MPB, jazz e pop nunca apresentado.
A audiência e a crítica adoram-no e os espectáculos normalmente esgotam.
No projecto The Woman's Voice, Edson Cordeiro dedica as suas capacidades vocais à sua maior inspiração - a voz feminina.
O álbum The Woman's Voice foi nomeado para os Grammys Latinos para Melhor Álbum Clássico, contendo temas de Edith Piaf, Yma Sumac, Billie Holiday, Shirley Bassey, Madonna ou Amália, por quem o cantor afirma ser apaixonado desde criança.
O espectáculo tem por título The Woman’s Voice e é uma viagem, acompanhada pelo piano de Broder Kuhne, pelo mundo e pelas vozes das mulheres possibilitada pelo alcance extraordinário de quatro oitavas que lhe confere uma capacidade única.
E por isso a expectativa tem que ser alta, perante os ecos que chegam de uma Europa rendida: “imaginem Freddie Mercury cruzado com Maria Callas com o resultado filtrado pelo espírito livre de Janis Joplin e começarão a aproximar-se do enigma que é Edson Cordeiro.”
sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
pele
Vais contando o tempo quase ao segundo
Parece não querer passar
Fazes de conta que está tudo bem
E andas às voltas quando estás a sós
Gritos mudos que só tu entendes
No profundo silêncio
Que é a tua voz
Não precisas de te esconder
Ninguém te vai encontrar
O que está escrito na tua pele
Só tu para o decifrar
Guarda o teu
Traço a pincel
A história
Da tua vida
Escrita, sentida, tatuada na pele
Quem lá escreveu
Com a tua permissão
Nem sequer, nem sequer percebeu
Passou-lhe a pele por entre as mãos
não queiras saber de mim
Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje eu não me recomendo
Mas tu pões esse vestido
E voas até ao topo
E fumas do meu cigarro
E bebes do meu copo
Mas nem isso faz sentido
Só agrava o meu estado
Quanto mais brilha a tua luz
Mais eu fico apagado
Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje eu não me recomendo
Amanhã eu sei já passa
Mas agora eu estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim
domingo, 6 de Dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

António Lobo Antunes
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
o astronauta

Quando me disseste que querias ser astronauta, eu tratei logo de te arranjar um foguetão. Isto dos sonhos é tão importante...
- Mas tu já és.
terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

sábado, 28 de Novembro de 2009
pergunta-lhe
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
e hoje
já posso ficar triste, admitir que não sou perfeita, aceitar-me como sou, acreditar que há dias e dias.
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
vou passar o dia a rir
domingo, 22 de Novembro de 2009
querido pai natal

Mas este ano enchi-me de coragem e resolvi escrever-te. Escrevo-te por todos os que não o sabem fazer. Ou que não têm papel nem lápis, nem computador. Ou que não acreditam que tu existes. Escrevo-te para te pedir comida para os que têm fome e roupas para os que têm frio. Alívio para os que estão doentes e companhia para os que estão velhos e sozinhos. Escrevo-te para te pedir abraços e beijos para os meninos sem amor, uma cama quentinha, uma mãe que dá colo. Peço-te ternura para os corações empedernidos, solidariedade para os egoístas. Tolerância para os intransigentes, generosidade para os gananciosos.
Por favor, Pai Natal, não abandones os velhinhos em casa, cheios de frio, de fome e de solidão. Não deixes os homens sem casa, sem cama, sem trabalho, sem família. Não deixes os meninos sem mimo, sem colo, sem sorrisos, sem comida e roupa e banho quentinho.
Por favor, Pai Natal, faz com que seja mesmo Natal. Deixa lá as prendas, as luzes, os banquetes... Traz as tuas renas, cobre a terra de magia, acaba com a pobreza, a fome, a guerra.
Por favor, Pai Natal, não me vires as costas!
Logo eu, que nunca te pedi nada.
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
pela boca morre o peixe

Há muitas formas de comunicar - toda a gente sabe. Há quem prefira falar, quem cante e seus males espante, quem fique calado e se limite a ouvir, quem olhe e sorria, quem fale com as mãos e com o corpo, quem abrace e envolva, quem olhe nos olhos e quem desvie o olhar, quem pinte ou desenhe, quem congele a vida em imagens e até quem tenha o dom da escrita. Há momentos para tudo e nenhuma forma de comunicação é melhor ou substitui a outra. Muitas delas complementam-se. Há que saber escolher a melhor forma de comunicar em cada momento, dependendo do que e a quem o queremos transmitir. Não é (nada) fácil. E de vez em quando, metemos os pés pelas mãos, e fazemos tudo ao contrário do que sempre fizemos, contrariando tudo o que seria suposto. Tenho para mim que, às vezes, mais valia estar quietinha e caladinha. Não são os caladinhos que acertam sempre? Livra! Nunca mais aprendo!
domingo, 15 de Novembro de 2009

As palavras nem sempre se dizem. Podem ser escritas, ou pensadas, ou sentidas, ou apenas silenciadas. O que não significa que não existam. Há muitas formas de as dizer, de as escrever, de as pensar, de as sentir e de as silenciar. Às vezes, precisamos das palavras dos outros para dizer, por outras palavras, o que não conseguimos expressar.
sombras em mim
"Com uma tal falta de gente coexistível,
como há hoje,
que pode um homem de sensibilidade fazer
senão inventar os seus amigos,
ou quando menos,
os seus companheiros de espírito?"
de olhos fechados

"Não escondas, ó homem, teu rosto atrás da aba do teu chapéu. Verte a tua dor em palavras, porque a dor que não se externa grita no íntimo até que o coração desfalece."



















